segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A Hermenêutica e as Interpretações

Vivemos em um país que nos cede uma liberdade quase que completa. É permitido a qualquer um de nós, ir e vir para onde desejarmos, sem que isso nos custe a liberdade. O Brasil é um país maravilhoso para se viver e a sua beleza simplesmente deslumbrante. Dentro deste todo, o Brasil desenvolveu uma espécie de manual, onde os seus patriotas devem ou deveriam se adaptar. A este manual deu-se o nome de Constituição. Esta Constituição (que é a lei máxima de um país) nos garante o maravilhoso privilégio de gozar da mais “absoluta” liberdade, como por exemplo, exercer a religião que se desejar. Não há proibições, você poderá seguir aquela em que entender ser melhor para sua vida.
Dentre tantas que existem, e acreditem são muitas, temos os evangélicos, chamados assim, porque anunciam seguir o evangelho de Jesus, o Filho de Deus. O fator supostamente paradoxal, é que dentro deste também livre modo de pensar e se expressar, existem as diferenças de pensamento em relação a um ou outro ponto do mesmo evangelho. São contradições dentro da mesma religião, registre-se aqui que a essência é a mesma em qualquer ramificação desta religião, quer dizer, "Jesus Cristo é o Senhor". As divergências encontram-se na "forma", entendendo alguns, que há uma "forma" correta de adorar a Cristo, e evidentemente as opiniões divergem em qual seria a mais próxima da verdade.
Para solucionar este episódio desta religião, surgiu o seguinte jargão: “Depende da interpretação de cada um”. Caro leitor, quero chamar a atenção para um fato, que para muitos é inédito, talvez seja o seu caso. A palavra de Deus não tem várias interpretações, Ela não se adapta aos desejos da “forma”. Como essência, a santa palavra de Deus retém uma única interpretação. Os textos da Bíblia querem dizer exatamente aquilo que estão dizendo, não existem duas maneiras de entender a Bíblia, digo isso como quem crê que todos são, ou estão amadurecidos no entendimento. As discussões interpretativas são válidas, porém, não o conhecimento ou interpretação própria, como já disse em outro artigo: “Como poderia o homem contaminado pelo mal, extrair de si mesmo o que é bom?” A Bíblia lança de dentro para fora (Exegese) o que é bom e único, e isso deveria bastar.
As várias interpretações existem, porque o texto (como ele é) não esta recebendo a devida atenção... Reforço... A interpretação da santa palavra é única, não existem várias, nem mesmo duas. O que podemos fazer? Como lidar com isso? Entendendo que o papel do hermeneuta, intérprete, exegeta, teólogo, estudioso ou curioso, é o de procurar com muito zelo entender a interpretação que a Bíblia já fez de si mesma. Não há possibilidade de interpretar aquilo que já está interpretado. A interpretação da revelação já esta concluída, compete a nós, os estudiosos, esforçarmos para com toda piedade, compreende-la. Lembrando que o conhecimento sem piedade é arrogância e soberba. Deixemos, portanto, a Bíblia falar, para que ela nos conte tudo, esclareça-nos. Parafraseando o conselho de Tiago: “vamos falar menos e ouvir mais”. Será salutar para a nossa fé e nos aliviará no dia do juízo. Nas palavras emprestadas de Lutero: "Sola Scriptura".

2 comentários:

  1. Muito bom comentário. Fico feliz quando encontro pessoas que defende suas opiniões de forma coesa. Gostei muito do blog, vou acompanhar. Deus abençoe! Um abraço. Guilherme F.

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  2. Ótimo.não conhecia o blog,agora vou acompanhar.um abraço

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