quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A Hermenêutica e a Gramática


Sempre que um texto da palavra de Deus é lido ou analisado, há um despertamento no leitor a fim de que possa entendê-lo hermeneuticamente. Habita uma necessidade interpretativa em cada leitor, ainda que ele não conheça bem este termo técnico e suas implicações teológicas, ele almeja entender a interpretação do texto lido ou analisado. No entanto, a gramática é uma regra na arte da compreensão da interpretação de um texto, indispensável para um proveitoso entendimento da santa palavra de Deus. O anseio pela compreensão do texto cria uma espécie de ansiedade a respeito do significado e finalmente da interpretação, não obstante, devemos procurar entender o texto primeiramente na sua gramática, e a posteriori, esforce-mo-nos para entendê-lo hermeneuticamente.
Tornar-se-á um grande erro, se empenhar, ainda que sinceramente, para entender um texto da Bíblia de forma hermenêutica, sem antes procurar entender as palavras que estão envolvidas na elaboração do texto. Palavras como: glória, aleluia, hosana, pústula, concupiscência, engodo, entre outras, precisam ser esclarecidas antes da compreensão interpretativa da palavra de Deus. Afinal, como entender o texto, se as palavras inseridas nele, não puderem ser entendidas? A priori, é mister entender a gramática do texto, depois buscar entendê-la hermeneuticamente. É necessário, portanto, ter sempre a mão, um dicionário bíblico e fundamentalmente, um dicionário da língua portuguesa. Sem a compreensão da gramática, jamais acertaremos a hermenêutica do texto.

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