sexta-feira, 20 de março de 2009

A Centralidade da Palavra de Deus

A Palavra de Deus ocupa o lugar central do culto, visto que através dela, Deus nos fala. Deus revelou-se a si mesmo como Palavra e através da Palavra, evidenciando a importância da centralidade da Palavra de Deus no culto cristão. No entanto, o que temos visto é um conhecimento das doutrinas divinas somente registradas no intelecto, tornando-se antítese do culto que deveria ser para Deus, quer dizer, que brotasse de um coração contrito e sincero. É comum observarmos no término dos cultos, as pessoas comentando sobre o pregador, sobre a mensagem, sobre a música cantada, porém, esquecem que o culto é para Deus, e é para Ele que todos deveriam se voltar após o culto, para perguntar-lhe se foi bom, se foi agradável.

Há uma profícua busca em demonstrar de forma desafiadora, a necessidade de destacar a relevância da centralidade da Palavra, que não esta na eloqüência do pregador, ou na afinação do conjunto musical, mas na participação do culto, afinal, o culto não é para as pessoas, o culto é para Deus. Importa que no término do culto pergunte-se a Deus: Senhor, o culto que eu entreguei ao Senhor foi bom? Ele te agradou Senhor? Não estou dizendo com isso que a eloqüência e o conteúdo da mensagem não sejam importantes, ao contrário, sem a Palavra verdadeiramente pregada, não poderá haver culto.

Sem a palavra de Deus presente no culto, poderá ter acontecido no máximo uma noite agradável, onde se pula, canta, dança, grita, entre outras coisas. Mas, destaque-se aqui que no princípio, não era a música, teatro, dança, coreografias, nem coral, a Bíblia diz que no princípio era o Verbo (Palavra). É necessário esclarecer, que não existe a intenção de desacreditar tais práticas, mas sim, ressaltar e relembrar a relevância e a centralidade do ensino da Palavra de Deus no culto cristão.

Deus identifica seu filho com a Palavra. Isso é tremendamente importante. Um dos objetivos da pregação, sem dúvida, o mais elevado, deve ser a adoração a Deus e a exaltação do seu nome pela pregação da Palavra de Deus.

A rejeição da Palavra e de sua centralidade tem sido notórias, isso fica claro, nos atuais clubes, que insistem em denominar-se igreja. A Palavra não deve ser rejeitada; ela deve ser entendida como Verdade de Deus para nós; recusá-la é o mesmo que rejeitar o Espírito Santo, pois é ele quem capacita os pregadores a ministrar (evidentemente, ao discorrer esta linha de pensamento, estou referindo-me aos pregadores que, de fato, pregam a Palavra de Deus com conteúdo e seriedade).

O mundo por sua vez, deseja ansiosamente ouvir, porém, não há pregação da Palavra de Deus para todos, não estou me referindo aqui a Bíblias, ou mesmo a quantidade de igrejas, cultos ou pregadores, mas como há falsos pregadores e falsos mestres, é necessário “provar” o que está sendo proclamado para ver se o seu conteúdo se coaduna com a Palavra de Deus. No entanto, neste período de grandes e graves transformações, torna-se evidente que os homens, de forma cada vez mais veemente, querem ouvir mais o reflexo de seus desejos e pensamentos. A centralidade da Palavra de Deus é necessária para que haja, de fato, um culto a Deus.

À igreja foi confiada a Palavra de Deus, a qual ela deve preservar em seus ensinamentos e práticas. Calvino entendia que “a verdade, porém, só é preservada no mundo através do ministério da igreja”. Notamos aí, que peso de responsabilidade repousa sobre os pregadores, a quem se tem confiado o encargo de um tesouro incalculável. A falta de formação acadêmica, a exagerada ênfase no “poder do Espírito” e as falácias exegéticas, tem sido os principais motivos do grande desprestígio da pregação.

A Bíblia através da hermenêutica prova de forma empírica que a centralidade da Palavra de Deus no culto cristão atual esta desvirtuada, e que a igreja contemporânea esta dentro de um grande equívoco. É preciso reavaliar a ordem de culto dentro do contexto bíblico e retornar a centralidade da Palavra de Deus, submetendo-se a ela urgentemente.
Homens como Jonathan Edwards, George Whitefield, Charles Spurgeon, Martyn Lloyd Jones, entre outros, pregavam com um profundo conteúdo, lógica e conhecimento das Escrituras. Em contraste, a pregação de nossos dias tem sido superficial, com ênfase no estilo e nas emoções. Torna-se inadmissível, o fato de que o culto tenha vinte minutos de palavra e uma hora e quarenta minutos de tantas outras coisas. É preciso um despertar da igreja para a importância que a Palavra de Deus ocupa no culto cristão, e que a orientação das Escrituras, sem adornos, é o único caminho para o verdadeiro culto a Deus.

Um comentário:

  1. Bem oportuna essa reflexão,uma grande parte dos pregadores de hoje não estão preocupados em pregar expositivamente e nem investir em boas literaturas. Rv. Hernandes Dias Lopes disse; "se você que conhecer um pastor, pessa pra ver sua biblioteca pessoal".

    Fernando Henrique (Ig.Btista do Jd. Marambá)

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