quinta-feira, 12 de março de 2009

A Hermenêutica e a Poesia Romancista – Um Desabafo Inesperado

Estudar hermenêutica bíblica e procurar praticá-la, nos faz entender um pouco da beleza do “mitte” das Escrituras. A hermenêutica é apaixonante e nos faz vibrar, isso, porque ela nos remete ao objetivo bíblico, e nos leva a verdades eternas que conhecemos em parte, mas, por motivo do pecado que permitirmos habitar em nós, insistimos em não praticar. Estabelecer uma visão hermenêutica a respeito da Bíblia poderá acarretar numa visão poética e romântica, o que para muitos é um grande erro, afinal, as coisas na prática são diferentes.
Lendo e observando atentamente a palavra de Deus, poderemos e certamente ficaremos maravilhados, porque a santa palavra nos traz uma realidade extremamente bela e santa. Tendo como “background” a intenção do Criador, a Bíblia ensina como tudo deve realmente ser, e fica claro que a sua tão perfeita confecção (obra única e exclusiva), objetiva ensinar que tudo deve seguir o curso que Ela tem nos proposto, os erros que circundam nossa vida devem naufragar com o passado. Acreditar nesta verdade empírica significa para quase todos, viver um romance, uma poesia.
Conversando com homens consagrados de Deus, grandes e pequenos, iniciantes e experientes, anônimos e renomados, ouvi em quase a sua totalidade, a mesma frase: “na prática é diferente, é outra coisa”. Num esforço justificável pela falta da vivência de Coríntios 13, esforçavam-se para me explicar a diferença entre o “ideal” (Bíblia) e o real (prática), numa frenética tentativa insustentável de convencer-me a viver somente o real.
Recebi olhares que me humilharam, outros que aproveitaram o momento para se deliciar com o deboche, afinal, minhas colocações e meus argumentos bíblicos eram poéticos e românticos demais. Então não agüentei e chorei. Chorei porque aqueles que deveriam acreditar nas palavras esclarecedoras da Bíblia, não crêem que as coisas podem e devem ser diferentes. Chorei porque os olhares que me foram dirigidos não extrinsícavam amor, nem misericórdia, mas condenavam-me como sendo tolo e ingênuo. Diante de uma realidade miserável e desgraçada como essa, parece que estes homens ensinam de fato o que esta escrito, mas não acreditam no poder desta verdade para que o “ideal” aconteça. Somente o “real” tem validade num mundo miserável, desgraçado, egocêntrico e existencialista, pela descrença daqueles que foram convocados para acreditar. Lembrei-me das palavras de Jesus a igreja de Sardes.
Como já esta estabelecida a regra da sociabilização desde o início da queda do homem, para ser aceito, é mister se adequar ao fútil pensamento e na miserável regra de crenças, é viver o faz de conta, a utopia de levar tudo no ritmo de um clube, mas negando que seja isso até a morte. A forma esta podre, não há esperança para ela, ainda sobrevive depois de uma morte que já lhe foi sentenciada. Somente a essência permanece a mesma, ela é imutável e isso nos maravilha e nos faz continuar. O pensamento hermenêutico nos faz constantemente olhar para o texto da santa palavra, e nos recarregarmos de esperança, de fé em que tudo poderá ser como esta escrito e registrado pelo Santo Espírito. Quando insistem em supostamente revelar o contrário nos bastidores da hipocrisia, lembro-me de Mateus 23:2 e lamento profundamente.
Deus nos livre de abandonar a poesia e a visão romântica como dizem, prefiro e insisto em continuar acreditando que tudo é possivel ser como a santa palavra de Deus tem ensinado a todos nós. O amor é possível e deverá numa perspectiva bíblica, ser anunciado não como um “idealismo”, mas como uma práxis realista e atual, válida para o momento que se chama hoje. Bem é verdade e Jesus já alertou sobre o futuro dizendo: “o amor se esfriará do coração de quase todos”. A palavra não esta escrita para trazer conformismo, mas incomodo e confronto, para que o homem possa mudar e caminhar para frente, para o alvo. Caminhar para o alvo é ser romântico, é ser poético, é ser bíblico, é o papel do verdadeiro hermeneuta de Deus. Quanto a mim, homem pecador e miserável que sou, clamo pela misericórdia do Senhor, para que Ele me sustente e me ajude a continuar encontrando a beleza e a poesia de um livro inspirado pelo Criador, para fazer de nós pessoas mais românticas e melhores.

2 comentários:

  1. muito bom ....

    queria ser como crianca, olhar sem temor, sem pre-conceitos, sem medo de errar...

    amar é um verbo!

    ...

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  2. Realmente Igor,

    Jesus já alertou..."Aquele que não se portar como uma criança..."

    Abraços,

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