domingo, 24 de maio de 2009

A Origem da Missão

No desejo de andar no centro da bendita e santa palavra de Deus, se torna mister desvendar a origem da missão. A origem da Missão se encontra em Deus que executa seu Plano de salvação em Jesus Cristo, não obstante, partimos do batismo de Jesus. Ele marca uma passagem da vida oculta em Nazaré para a sua atividade missionária. No batismo, Jesus recebe o Espírito Santo para que possa dar início à sua missão (Mt. 3:13-17). Depois, numa sinagoga em Nazaré, Ele apresenta o seu programa missionário citando o profeta Isaías (Is. 40) "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar a liberdade aos cativos e aos cegos a recuperação da vista..." (Lc. 4:18-20). Na sua Missão, Jesus revela um Deus cheio de compaixão e misericórdia, que ama, cuida, cura, restabelece a vida com ternura. São essas ações de Jesus que definem a sua Missão evangelizadora e transformadora.
Jesus conclui sua missão entre os discípulos dizendo: "vós sereis testemunhas de tudo isso" (Lc. 24:48). Ser missionário de Jesus Cristo é a missão dos cristãos. Portanto missionário(a) é uma pessoa que fala do amor de Jesus. Vive na fronteira da fé e derruba qualquer barreira, geográfica ou sociológica, religiosa ou humana, real ou virtual. De fato, aos olhos do Deus Criador, o mundo precisa conhecê-lo. Testemunhar, esta um pouco mais alto da inserção na igreja (instituição), a distância é um pouco mais longa e contínua, fazer missões é viver num gerúndio constante e progressivo. O video abaixo, certamente valerá mais que minhas palavras. Deus seja louvado e engrandecido continuamente através de nossas miseráveis vidas.


video

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Antrofalácia Nas Igrejas

A Igreja foi estabelecida por Jesus, Ele, o grande e único Rei e Senhor, convocou num passado distante pessoas para congregar. Na trajetória da santa e bendita Palavra de Deus, conferimos texto a texto que havia uma alegria incondicional naqueles que se agregavam para cultuar. Reuniam-se nas casas, ou em qualquer outro lugar para prestar um culto ao bendito Salvador Jesus. Não obstante, a Bíblia afirma nas palavras de um adorador: “alegrei-me quando me disseram, vamos a casa do Senhor”. Refletindo hermeneuticamente neste texto, estou aflito! É verdade que a santa palavra já havia nos alertado: “Não queiram muitos de vós serdes mestres”, porque diante deste convocatório chamado, ponderamos, analisamos, dialogamos com o texto dentro do seu ambiente hermenêutico, e, espantamo-nos como que surpresos diante de um contexto nada contextual a esta inclinação bíblica.

Quando observamos o culto nas igrejas, observamos pessoas rancorosas, maldizentes, más, carrancudas e insuportáveis para se conviver. Quando acontece de não se aformar a esta decadente situação, podendo ainda que em lutas escapar deste engodo, levamos um choque. Como explicar pessoas reunidas em um mesmo ambiente, viverem sobre estes tremendos dissabores eclesiásticos? Não estou me referindo aqui aqueles que estão iniciando na prática cristã, e passam pelo processo da regeneração. Aponto para aqueles que estão a décadas na igreja e desgraçadamente vivem esta falácia cristã. São mentirosos, caluniadores, torcem contra os irmãos da fé, e se alegram com as dores alheias. São pessoas más, contaminadas pela própria ganância e inveja.

Quando penso na igreja, penso na Bíblia, e logo esboço um sorriso nos lábios, porque a santa palavra é linda e pura. Contraditoriamente, deparo-me com a falácia intrinsicada em pessoas más, que embora não saiam das igrejas, negam a fé e são piores do que os ímpios. Gente amarga que envergonha o Evangelho de Jesus, e são um amarradio para aqueles que desejam servir a Deus. Deus nos livre destas “velhas caducas”.

Conheço muitos cristãos que amam a Jesus, mas que não desejam mais estar no seio de uma igreja. Não porque a Igreja seja má como instituição, ao contrário, a Igreja é boa, as pessoas que integram-na são más (evidentemente, temos os bons). Se me permitem dizer, e ainda que não permitam direi: “temos mais gente má, que gente boa”. Há um cansaço por parte daqueles que buscam as coisas boas de Deus, preferem afastar-se dos maus, Jesus fez assim, resistiu e se afastou dos fariseus, gente má e perversa.

A igreja foi estabelecida por Jesus, para proclamar a liberdade cristã, não para aprisionar as almas, com tradições centenárias e demagogia religiosa. Ora, se Cristo nos libertou, verdadeiramente somos livres. Porém, “as velhas caducas”, os “Alexandres latoeiros” querem fazer da vida cristã uma descarga para suas próprias frustrações emocionais, e transferem a sua incompetência de viver bem, aqueles que se reúnem visando adorar ao Criador. Hipócritas, Isaías já profetizou sobre vocês, adoram com os lábios, mas negam a Deus com o coração, o lugar destas pessoas más, é o lago de fogo e enxofre. São inimigos de Deus e apostataram de uma fé, que creio, nunca tiveram.

Mas, alegrem-se comigo, a Salvação vem somente do nosso amado e bom Jesus. A Ele toda honra, glória, majestade e poder, porque somente Ele é digno de adoração. Não habita em templos feitos por mãos humanas, mas nos corações que se inclinam diante Dele. Porque Dele, por meio Dele e para Ele são todas as coisas. Alegremo-nos em ir à casa do Senhor por Ele, somente por Ele e para Ele. Ele é o nosso amado e fortaleza em meio as angústias, Deus de amor e Redentor nosso. Adoremos ao único que é digno de receber a honra, a glória e a majestade para sempre. 

sábado, 9 de maio de 2009

O Livre arbítrio é Livre Para o Querer, não é Contudo Para o Efetuar.

No terceiro e último módulo sobre este assunto, nos envolvemos no termo grego “Uperetes”, que é o termo chave deste artigo, fizemos a apreciação da palavra grega usada por Paulo para definir o seu ministério para com o Senhor Jesus. Paulo viu ao “Justo”, isto é a Cristo, com os seus olhos físicos, o que o qualificaria para ser um de seus apóstolos. Segundo nos mostra o livro de Atos, todos os apóstolos precisavam ser testemunhas oculares de Cristo. Mas Paulo também veria a Cristo com os olhos de sua alma, com o seu entendimento, com a aceitação de sua pessoa majestosa e divina, perceberia que Jesus é divino, que é o Messias, o Senhor e o Salvador dos homens. Isso o qualificava para ser seu uperetes (homem aprisionado ao serviço de Cristo dentro de uma voluntariedade convocatória).


Paulo substitui aqui o termo grego mais comum, “diakonos” pelo vocábulo grego “uperetes”. Originalmente, essa palavra indicava aqueles que manuseavam a fileira de remos mais inferior de uma trirreme. Com a esplanação do seu próprio ministério, Paulo deixa claro que não foi chamado por Jesus para ter uma vida de Saulo, mas de servo de Cristo. Quando ele faz uso do termo uperetes ele esta dizendo que o seu livre arbítrio foi esmagado pelo chamado convocatório e soberano de Jesus, o Senhor.

 

Mediante o uso dessa palavra, o apóstolo dos gentios assume sua correta posição como servo de Jesus Cristo. Ele não exalta a si mesmo, como se exigisse ser respeitado devido aos seus próprios méritos; não obstante, não é coisa de pouca monta ser um homem, um verdadeiro ministro do grande Rei, o Senhor Jesus Cristo. Tais ministros requerem um respeito verdadeiro da parte daqueles para quem ministram. Quando Paulo apela para César, ele esta admitindo que esta desapossado do seu livre arbítrio para decidir, que é o mais humilde dos servos de Jesus, mais que é bem maior do que o rei Agripa e o governardor Festo, portanto, me levem à presença de Cesár.

 

Gostaria de encerrar minhas considerações apoiado em algumas etimologias como por exemplo servo (escravo), Senhor (dono), Uperetes (servo acorrentado ao trabalho até a morte). Um “servo” pode exercer o livre arbítrio? Uma vez adimitido Jesus como “dono” é possível exercer o livre arbítrio? Admitindo ser um “servo” acorrentado a vontade do seu “Senhor” é possível exercer o livre arbítrio? É certo que não. Um servo não tem o direito de exercer livre escolha, porque é o seu “dono” quem determina o efetuar em sua vida. Apesar do livre arbítrio ser real para o querer, não é contudo para o efetuar.