domingo, 13 de setembro de 2009

O Amor, a Lei, as Tradições e a Contemporâneidade

Quando falamos sobre o ministério de Cristo, quando refletimos sobre os seus ensinamentos e mandamentos, se torna claro e evidente que o mitte (centro) do seu ministério na terra foi o amor. O amor de Cristo sobrepujou a Lei, não obstante, ao estabelecer a graça e a misericórdia em definitivo, a lei se tornou passado, tendo como principal fundamento, o entendimento de como tudo começou, e da liberdade em absoluto através de Cristo, que nos foi concedida por intermédio do amor. João 3:16, deixa claro que foi o amor que moveu Cristo ao sacrifício, não foi a lei, tão pouco tradições.

Cristo, por exemplo, quebrou a lei do sábado, fazendo entender que Ele, o próprio Cristo, é maior que o sábado, na verdade digo, que a lei. No mundo espiritual somente quem estabeleceu a lei poderia quebrá-la, ou alguém mais poderoso que tudo, a saber, Cristo. Então, quando falamos sobre estas coisas, as pessoas que de alguma maneira estão envolvidas em um ambiente de fé, gostam e deliram sobre este fundamento, porém, na prática do dia a dia, agem como se esquecessem esta verdade, e suas atitudes são paradoxais, quer dizer, baseadas numa lei, que já não mais predomina sobre o homem que foi liberto por Cristo.

Embora os ensinamentos de Cristo sejam claros e objetivos, refleti sobre o que levaria as pessoas que compartilham a mesma fé, agirem de forma tão diferente, uma vez que todas concordam que Cristo nos libertou do peso desta morte, a saber, a lei, reveladora do pecado. Após refletir não pouco sobre o assunto, entendi que o problema não esta na lei, mas nas tradições, que aprisionam e provocam escândalo, no meio denominado "santo".

Jesus combateu ferozmente as tradições, quando, por exemplo, encontrou com a mulher samaritana para falar-lhe e mais, para levar a ela a graça e a misericórdia, que lhes eram negados por um povo tradicionalista. Ele quebrou as tradições porque elas apresentam razões humanas e não celestiais. Porque as tradições tiram o homem do verdadeiro caminho (Cristo) que conduz a Deus. Todos os dias nos deparamos com pessoas que até morrem e matam pelas tradições aprendidas no passado, ainda que Cristo já as tenha revogado, mas que são incapazes de amar. Qualquer dúvida sobre o amor, consultar a primeira carta aos coríntios capítulo treze.

Na contemporaneidade, aqueles que insistem em ser chamados "filhos de Deus", deveriam estar buscando o aprendizado constante do amor, mas insistem na severidade da permanência das tradições. Tolos e hipócritas, como disse o profeta Isaías: "Este povo louva a Deus com os lábios, mas o negam com o coração". Num tempo presente e certamente futuro, onde o amor esta esfriando tanto, nos pegou de surpresa o fato, de que o maior esfriamento, esta nos chamados “cristãos”. Que Deus nos ajude!

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