terça-feira, 1 de setembro de 2009

Primeiro o Coração - Mateus 15:1-10

Falar da santa e bendita palavra de Deus gera um prazer incomparável. Se deleitar na palavra é sábio e bíblico, todavia, falar diretamente sobre o que Jesus ensinou, é uma mistura de prazer com forte temor “... são as palavras do Rei...”

Jesus se encontrava reunido com seus discípulos, provavelmente comendo ou preparando-se para tal. Antes daquele momento, Jesus havia feito muitos milagres, entre eles cura de enfermos e a multiplicação dos pães, foi um dia bastante cheio para o Cristo, afinal, ele tinha pouco tempo.

As autoridades em Jerusalém já estavam determinadas a matar Jesus (Jo. 5:18), então enviaram certa delegação de fariseus e escribas para ativar a campanha de propaganda deles, esperando indispor mais Jesus com seus próprios discípulos, porque é provável que muitos deles mantivessem muitas tradições como os fariseus.

Por diversas vezes houve controvérsia de Jesus com os fariseus: sobre o poder de perdoar pecados (Mt. 9:3); sobre a associação de Jesus com os pecadores (Mt. 11:11); sobre a não observância do jejum (Mt. 9:14); sobre o exorcismo e Belzebu (Mt. 12:24) e sobre a questão do sábado (Mt. 12:2-10). A controvérsia registrada neste texto diz respeito a questão cerimonial, as tão conhecidas e ainda persistentes “tradições”.

A lavagem das mãos aqui referida não tinha por motivo o asseio, mas era puramente uma cerimônia religiosa, não da lei, mas inventada pelos escribas. Hábitos que na pureza e inocência de alguns, se tornaram fardos pesados e desconfortáveis.

Por volta de 219 d.C., a interpretação oral e escrita da lei de Moisés foi codificada como “Misna” (repetir), a qual foi acrescentada no séc. V a “Gemara” (complemento). Todo esse material constituía o “Talmude” (doutrina) (uma espécie de enciclopédia das tradições judaicas, que os judeus usam como suplemento da Bíblia. Em não poucos casos, estas tradições se sobrepõe a santa palavra e lutam por revogar o sacrifício e os ensinamentos do Rei.

O lavar as mãos mencionado pelos escribas e fariseus se tornaria uma das cerimônias religiosas contida no “Talmude”.

Na simplicidade e humildade do Deus encarnado, foi-lhes declarado que tais cerimônias não eram de nenhum valor, hábitos e costumes humanos, estão espalhados por todo o planeta, e que a verdadeira contaminação vem do coração, a contaminação é intrínseca e não extrínseca, e, pois, sem rodeios denunciou-os de invalidarem a Palavra de Deus, com algumas de suas tradições de origem humana.

Jesus mostrou que eles realmente não honravam a Deus, pois preferiam observar a exigência de suas tradições, muito embora assim, quebrassem o quinto mandamento de Deus: Honra a teu pai e a tua mãe (Lev. 20:9). Os fariseus e escribas colocavam muitas vezes a sua tradição acima dos mandamentos de Deus, invalidando desta forma a Palavra e conseqüentemente, ensinavam ao povo práticas humanas que não vem do Senhor, ora, tal monstruosidade seja anátema. A tradição em si, não é lei. Que o Senhor nos livre desta penúria!

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