sábado, 7 de novembro de 2009

"Declaro a Benção de Deus" - Ou Não?

Recentemente fui convidado para um casamento, e como sempre tudo é preparado com muito carinho. O convite personalizado impressionava bastante, o conteúdo clássico embelezava a tradição, e os dizeres do convite como sempre; encantador.

Na cerimônia, gente bonita e bem vestida, afinal, é o dia mais importante da vida do jovem casal e extravagâncias a parte, vá lá, mais isso é outra coisa. A família, os amigos e parentes se reúnem para comemorar junto com o casal esta data tão relevante. Não obstante o sermão não tenha sido assim tão inspirador, o glamour da ocasião encobre tudo.

Na festa tudo muito bonito e aconchegante, ambiente tranqüilo, familiar, e uma boa conversa ressaltava o motivo dos amplexos. Como de costume, não tardou muito para que me despedisse dos convidados e dos agora cônjuges, desejando tudo de ótimo e principalmente que a benção do nosso Eterno e imutável Deus estivesse sobre eles. Na porta de entrada, impressionei-me ao ver dois transformistas (penso que ainda é assim que chamam, se não, relevem a ignorância), entrando na festa e balbuciei para minha esposa: “espero que não seja alguma armação sem graça de um dos amigos”, afinal o casal era religioso e casaram-se na igreja, o que significa um clamor para que Deus abençoe o casamento.

No dia seguinte para o meu completo espanto, fui informado que os transformistas foram contratados para animar a festa, não obstante, o jovem casal fez questão, e ao que me foi informado, “todos acharam o máximo”. Mas, pergunto: E o requerimento da benção de Deus? E a religiosidade familiar? É certo que ao homem cabe decidir o seu caminho, mas este ecumenismo entre luz e trevas é possível? (Pergunta retórica).

Considero-me, pois porta voz da hermenêutica, não digo eu, mas gostaria de citar alguns textos bíblicos, que descartam qualquer possibilidade de erro interpretativo. O capítulo 18 do livro de Levítico fala sobre tipos de união que são abomináveis a Deus, quero ressaltar na íntegra o verso 22: “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é”. E o que argumentar contra a conclusividade dos versos 29 e 30 do mesmo capítulo: “Porém, qualquer que fizer alguma destas abominações, sim, aqueles que as fizerem serão extirpados do seu povo. Portanto guardareis o meu mandamento, não fazendo nenhuma das práticas abomináveis que se fizeram antes de vós, e não vos contamineis com elas. Eu sou o SENHOR vosso Deus”. No decorrer das Escrituras e com maior ênfase no Novo Testamento, o homossexualismo e aberrações sexuais nada têm a ver com a luz de Cristo, quer dizer, de Deus. Romanos 1:26 e 27: “porque até as suas mulheres trocaram o modo natural de suas relações íntimas, por outro contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro.”

Se o leitor esta imaginando que estou atacando os homossexuais estão enganados. Na democracia do nosso maravilhoso país, nada posso dizer-lhes ou adverti-los, a não ser que me perguntem. O meu alvo são os chamados religiosos, que invocam o nome de Deus, meio a um ambiente abominável para Deus (grifo do texto). Hipócritas, cegos, insanos, insensatos e ignorantes, tentam encobrir suas aberrações e desejos ocultos, que se extrinsicam misturado com um cheiro de enxofre, debaixo do nome daquele que é Santo e bendito eternamente. O casamento dentro do ambiente tradicionalista sim, mas a benção de Deus, é outra coisa, é coisa melhor.

2 comentários:

  1. Olá, estou conhecendo o seu blog e quero aproveitar para parabenizar vc pelo mesmo. A net precisa de sites serios cad vez mais. Aproveito e divulgo o meu blog: http://gracaplena.blogspot.com

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  2. Prezado Joelson graça e paz,

    Obrigado pela visita, assim que possível, ficarei feliz em visitar o seu blog.

    Um abraço,

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