domingo, 31 de janeiro de 2010

A Vida de Jesus

Introdução
A vida de Cristo é um divisor de águas na história da humanidade. Traz à luz princípios que jamais serão esquecidos.

Na plenitude do tempo, Deus quebra o silêncio profético de 400 anos (período entre o último livro do Antigo Testamento e o primeiro do Novo) na história do povo de Israel enviando o profeta João que vem preparar os caminhos do Senhor (Ml. 3:1). Chega o tempo de cumprir a promessa de que Deus mandaria um Messias, um salvador para a nação israelita e para o mundo. Assim se inicia o Novo Testamento.

Contextualizado na Roma antiga, quando o império romano dominava o mundo politicamente, oprimido e explorando com impostos o povo simples de Israel, mais do que nunca esperava o Messias.

Quando João chega anunciando, testemunhando daquele que já estava no mundo, muitos se confundiram e não entenderam o propósito da salvação do Cristo. O Rei dos Judeus convidava as multidões a uma transformação interior e radical de vida, ordenando o amor ao próximo através de atitudes concretas como o repartir os próprios bens e até dar a própria vida por um amigo.
Os que entenderam, conseguiram experimentar o gozo da alma e um bem-estar, que riqueza alguma poderia proporcionar. Muitos deixaram tudo que tinham ou dividiram seus bens com os mais pobres. Tal era a convicção que não se cansaram de anunciar a boa notícia de que já estava no mundo o Salvador, e chegaram a morrer por esta verdade.

Outros, porém, não acreditaram, esperavam um Messias que viesse restaurar o poder político de Israel, fartando o povo e seus líderes com poder e dinheiro para não ser mais subjugados pelo império romano. Esses não experimentaram a verdadeira vida que dele fluía, não obstante, o crucificaram!

A vida de Jesus mudou conceitos, princípios e a própria história que hoje é dividida em antes e depois de Cristo! Conheça a vida de Jesus, viaje pelo Novo Testamento através deste breve estudo.

Continua...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Fundamento do Avivamento

O fundamento do avivamento está firmado em três fatores indispensáveis: estudo da Bíblia, oração e arrependimento. Esses elementos "movem a mão de Deus" a favor do seu povo. "Esta afirmação é fiel e digna de crédito porque o Senhor está comprometido com a sua Palavra, prometeu ouvir nossas orações e não rejeita um coração contrito e arrependido" (Salmo 51). Não podemos, porém, separar esses três pontos. Palavra sem oração pode resultar em intelectualismo e heresia. Oração sem arrependimento do pecado não produz nenhum efeito. E arrependimento, sem um confronto com a Palavra de Deus, é impossível, pois é a Bíblia que nos mostra nossas falhas, enquanto o Espírito Santo nos convence.

Na carta à igreja de Éfeso, o Senhor Jesus diz: "Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência... Trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste... Tenho porém contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te de onde caíste e arrepende-te." (Apocalipse 2:2-5). Aqueles irmãos tiveram um início glorioso em sua experiência com Deus. A epístola de Paulo aos efésios nos dá a entender que aquela igreja não era problemática como a de Corinto por exemplo. Os efésios eram espirituais, entusiasmados e abençoados no princípio.

Contudo, o tempo passou e algo mudou. Aparentemente, tudo estava como antes; as obras continuavam a todo vapor. A igreja de Éfeso era muito ativa e trabalhadora. Entretanto, a essência estava comprometida. Havia muito trabalho e pouco amor; muita atividade humana e pouca unção do Espírito.

Veio então a palavra do Senhor com o objetivo de avivar a sua igreja. E o que é avivamento? É renovação. É reanimar. É dar vida. Avivamento não é sinônimo de barulho, música agitada, palmas e gritos. Tudo isso pode, eventualmente, ocorrer em nossos cultos, mas o avivamento legítimo é o resgate de valores espirituais outrora abandonados.

É bom lembrar o que diz em 2º Crônicas 7:14 "E se o meu povo que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra."

No contexto em que esse versículo foi escrito, sarar a terra significava fazer cessar as pragas na lavoura, enviar a chuva, que estava tão escassa, e fazer com que houvesse grande produção no campo e no rebanho. Assim, a vida do povo seria beneficiada em todos os aspectos.

Isto é avivamento. Deus tira as pragas e maldições e derrama a sua bênção. Tudo começa com estudo da Bíblia, oração e arrependimento, e culmina com bênçãos sem medida. Seus principais efeitos na igreja são: renovação do nosso entusiasmo pela obra de Deus, grande número de conversões, manifestações de dons espirituais, despertamento de novos ministérios, além de bênçãos pessoais diversas.

Tudo isso é resultado do mover do Espírito Santo, que muitas vezes fica bloqueado pelos nossos pecados e pela nossa negligência. O fundamento do avivamento é a volta à Palavra de Deus.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Quando o Casamento Acaba

"Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu" (I Coríntios 7:8)


Recentemente realizei um casamento, e tudo foi maravilhoso. Os noivos estavam lindos, a igreja bem decorada, o repertório extremamente bem escolhido, e a mensagem anunciada ao jovem casal, a modéstia não me permite comentar. Os pais, evidentemente, se encontravam extraordinariamente emocionados e os padrinhos sensibilizados pela honra a eles conferida.

Durante a cerimônia, o papel do pai da noiva sempre é o mais difícil, não obstante, a menina transformou-se em mulher, e agora outro homem a conduzirá. Natural o pai desmontar diante deste irreversível fato.

O casal era jovem, ela bem mais jovem do que ele, e nada incomum que durante os preparativos para o casamento, comentários surgissem sobre a diferença de idade. Não por maldade, prefiro pensar, mas as línguas não economizam nesta hora. Penso que talvez por uma cultura exagerada, que por tradicionalismo hipócrita, insiste em ditar regras para tudo.

Como se fosse possível ser diferente, nada incomum um ou outro com um pouco mais de coragem ou qualquer coisa assim, me lançar a pergunta: Mas, a diferença de idade é grande não? Será que dará certo? E diante de pessoas tão qualificadas para comentar o assunto do casamento, gostaria de me calar e apenas sorrir... Mas, não dá! Confesso, é mais forte do que posso suportar. Diante dos especialistas do casamento, teci algumas considerações que agora exponho com maior lucidez aos colegas.

Quando foi mesmo que a diferença de idade tolerada pela sociedade, acertou no árduo decorrer do casamento? Quais são as estatísticas que demonstram que a tolerância da sociedade esta certa quanto a este quesito? Para aqueles que gostam de estatística lá vai: Ano de 2009, registrou 50% de divórcios na cidade de Bauru. E os pseudo-especialistas que pasmem, entre estes divórcios, 95% dos casos, são aqueles com diferença de idade tolerada pela sociedade.

Na verdade, digo por teimosia, o número real de divórcios, pode chegar a 90%. Explico. 50%, são aqueles casais que tiveram coragem para admitir que o relacionamento fracassou, que a paixão acabou, não existe amor, o sentimento que ficou é apenas de lamento por entender que se perdeu tanto tempo com uma pessoa que não mais se deseja. Os outros 40% de divórcios, são aqueles que não têm esta mesma coragem, e aconteceram de fato dentro do casamento. São casamentos que já estão divorciados há muitos anos, não se tocam, não se desejam sexualmente, se irritam com facilidade e se desprezam. Os defeitos apareceram de repente de uma maneira constrangedora e até um sorriso se torna um confronto.

Não pense caro leitor, que me alegro em noticiar este fato, ao contrário, me sinto estranho porque gostaria de acreditar em todas as mentiras que os pseudo-especialistas dizem. Quando ouço pessoas querendo dizer como outras pessoas deveriam ser, ou como deveriam agir... Sinto pena! São tolos ignorantes, vivendo enclausurados dentro de sua própria falácia. Geralmente fracassados na área que criticam, sem misericórdia, sem ternura, duros de coração e devassos.
Esse aspecto duvidoso de super espirituais, que sempre julgam considerando o "ideal", ignorando, como se possível, o mundo "real" não me enganam. Platão que me perdoe, mas Aristóteles tinha razão.

Vou dizer o que vi neste último casamento que celebrei. Jovens que se amam e desejam tanto ser felizes que venceram os preconceitos de uma sociedade fora de contexto, e arriscaram os corações na aventura da paixão. Fiquei honrado por fazer parte da história destes jovens. Minha última palavra a eles foi: Se amem muito e sejam felizes!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Livres

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. João 8:36

No capítulo oito do evangelho de João, acontecem algumas situações entusiasmáticas a respeito de Cristo. Após o enigmático acontecimento da mulher pega em adultério, Cristo discursa para os judeus e declara que Ele é a luz do mundo. Gostaria de comentar que um dos motivos que deixavam os fariseus irritados com Jesus, era esta afirmação grega “Eu Sou”. Na língua grega, essa expressão significa “ser o único”, declaração esta, que Cristo insistia em repetir constantemente.

O ímpeto de Jesus não se justifica apenas por ser Ele o próprio Deus, mas por ser profeta. Um profeta, sempre dirá o que deve dizer, ele jamais escolherá palavras para politicamente não se complicar. Um profeta sabe exatamente o preço a pagar pelo dom. Jesus, que é o Cristo, bem o soube e pagou com sangue.

O fato é que no desenrolar do discurso, o Cristo faz esta fabulosa afirmação e eu te convido a refletir comigo. Jesus não discursava para leigos apenas, tão pouco para ignorantes sem conhecimento algum da Lei de Deus. Entre os ouvintes estavam os fariseus, grupo religioso que foi muito poderoso na época de Cristo, e que cresceu muito nestes últimos dois mil anos, sua força política e influência continuam muito forte, e certamente existem vários bem próximos de você... Não seja ingênuo, claro que eles estão por perto, e infelizmente já devem ter te escravizado com doutrinas que lhe são próprias, pois aprisionam as pessoas e lhes fazem sofrer.

É justamente destes, quer dizer, dos fariseus atuais que Cristo quer te libertar. Reflita no texto acima por alguns instantes, eleve o seu pensamento a Cristo e raciocine: “Se, pois, o Filho vos libertar”... Agora consulte o contexto, Cristo falava isso aos judeus que estavam crendo nele, não aos fariseus. Fariseu não gosta de Cristo, usam a religião e se aproveitam da fé dos pequeninos para alcançar e realizar seus sonhos gananciosos. Muitos deles, e, infelizmente agora delas, desejam escravizar pessoas como você... Por quê? Porque escravo é mão de obra barata, trabalham muito sem direito a nada, e geram grande lucro aos seus senhores. Escravizam pessoas com falsos ensinamentos e com discursos eloqüentes e satânicos. Quarde uma coisa meu querido irmão, Cristo quer libertar você dos fariseus, o diabo já esta vencido pelo sangue que na cruz foi derramado, mas os fariseus se tornaram adversários piores.

Não tenha medo, ou dentro do termo hermenêutico bíblico “não temas”. É verdade que o fardo de Cristo é tão leve, que a falta de hábito te faz estranhar, alguns ficam até desconfiados, mas o amor de Jesus, não gera escravidão. Permita que Cristo efetive em sua vida o texto de João 8:36: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. Viva e seja feliz em nome de Jesus.