quinta-feira, 17 de junho de 2010

Não Sejam Mestres

Tg 3.1 Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severo.

Sinceramente, me preocupo com os visitantes e principalmente com os seguidores deste blog. Verdade é que muitos passam por aqui por engano, mas para você que é um seguidor deste modesto blog, minhas mais sinceras preocupações. O motivo não é outro senão pelo texto acima.
Evidentemente, você é um amante da santa palavra, e independente da sua religião, se é que frequenta alguma, é certo que assim como eu, é apaixonado pela tal da hermenêutica. E gostar dela é gostar de exegese, é gostar de Bíblia, é gostar de Deus.
O problema é que diante do mundo eclesiástico e teológico atual, cada vez menos podemos exercer a hermenêutica. Fica fácil entender o texto acima, diante da derrocada evangélica, principalmente eclesiástica e ministerial. Exercer hermenêutica é sinônimo de tristeza e dor.
Mas, não estamos falando nada novo, permita remeter o pensamento ao profeta Jeremias, e relembrar o motivo do seu sofrimento. Não obstante, declarar a santa e bendita palavra de Deus como ela era,é, e sempre será. Jeremias não estava preocupado com o status, tão pouco com a politicagem eclesiástica, que poderia de alguma maneira favorecer-lhe um dia. Levado por um chamado intrínsico e convocatório, ele não largava a mão da hermenêutica. Homem teimoso.
O resultado não poderia ser outro, dor e tristeza por um contexto indiferente, as lamentações que o digam. Caso você já tenha sentido vontade de parar tudo, ou deixar pra lá, saiba que muitos personagens bíblicos sentiram o mesmo, e com motivos semelhantes... O texto acima.
A cobrança é maior ao hermenêuta porque ele conhece o texto, é sabedor da santa e bendita palavra. Não estou falando de teologia, filosofia, diplomas ou qualquer tipo de honra terrena, isso é outra coisa, estou falando de hermenêutica, conhecimento da santa palavra do Rei dos reis.
Permita-me convidar-lhe juntamente comigo, a continuar. Vamos levar em frente a palavra verdadeira que o Pai tem nos confiado, estaremos juntos nas dores, e também no choro. Jamais poderemos mudar o mundo, acredite, tudo irá piorar sempre. Jesus disse que o amor se esfriaria do coração de quase todos. No entanto, podemos mudar pequenas coisas, que para o Reino, poderão ser grandiosas.
Nosso fardo é maior, e a Bíblia já havia predestinado. Conhecer requer misericórdia e piedade, para que a soberba e arrogância não invada o coração. Certamente o cuidado e zelo de Deus com os mestres, os farão perdurar, para desespero de alguns.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Em Memória do Amigo, Mentor e Pastor Jamil Nassar

Morrer é um processo que todo ser criado por Deus passou ou irá passar. Todos sem exceção sabem que algum dia chegará o momento da partida do espírito. Mas, por que quando chega a hora, às pessoas sofrem tanto? Não importa o quanto o psicológico se prepare, ou qauanto se sabe sobre o assunto, quando acontece com alguém próximo, a tristeza e as lágrimas não tardam em escorrem pelos semblantes caídos.

Este inconformismo se deve a um motivo bastante simples e certamente compreensível; o homem não foi criado por Deus para morrer, antes criado foi para que vivesse eternamente. Quando na gênese o Criador formou o ser humano, estabeleceu uma árvore que teria como fundamento gerar frutos que mantivessem o homem vivo para todo o sempre, trata-se da árvore da vida.

Pelo fato do homem não ter sido criado pelo Pai para a morte, é o que faz com que o mesmo tenha um inconformismo diante desta dura e necessária realidade. O corpo precisa morrer. Não há negociação sobre esta ordenança de Deus, as orações eficazes se dobram diante da Soberania do grande Eu Sou. Morrer significa liberdade do corpo de pecado, para viver como de fato ansiavámos em Cristo.

Quando o apóstolo Paulo intrinsecamente gera em si mesmo um conflito sobre sua vontade, narrado no capítulo sete da carta destinada aos romanos, temos a evidência do fato que acima relato. Parafraseando o irmão Paulo, e assim como ele, o cristão verdadeiro deseja fazer aquilo que tem adquirido como conhecimento da palavra de Deus. Não obstante, o corpo onde de fato habitamos, luta e insiste em fazer o contrário a santa palavra, apesar de como quem esta em Cristo, bem se sabe como acertar o alvo.

Quando Cristo no getsêmani exortou seus três apóstolos, sobre isso mesmo lhes falava: “o espírito esta pronto, mas a carne é fraca”. Enquanto o cristão, de novo insisto, verdadeiro em suas intenções para com Deus e a igreja, digo, seus irmãos, habitar num corpo de carne corrompido pelo pecado, jamais poderá viver com plenitude a mensagem outrora aprendida pela soberana palavra do Senhor. Entendido, portanto, a necessidade da morte do corpo, uma vez que para o espírito não há morte prossigamos.

Quando a palavra do Criador prospera sobre a carne, ela como que entra em decomposição e fica prestes a desfalecer, porém quando a ação inversa ocorre, a morte espiritual poderá ser fato consumado. Esta luta, segundo gálatas capítulo cinco é incessante, e se o Espírito habita de fato naquele que tal coisa afirma, esta luta é em tempo e em fora de tempo.

Somente com a morte do corpo, é que nos apresentaremos ao Criador como de fato desejamos ser, perfeitos nos caminhos do Senhor e abandonados da maldade que nos contaminou pelo pecado. Não tenha por motivo de estranheza que alguns partirão por descuido, outros "porque o mundo não é digno deles", entretanto alguns, no momento preparado pelo Criador. A benção verdadeira é a certeza que o amor do Pai transpassa a carne, e nos alcança habitando dentro dela. Um dia todos seremos libertos do corpo da servidão do pecado e viveremos em verdade e paz. O zelo do Senhor dos exércitos cuidará disso.

sábado, 5 de junho de 2010

Felicidade

Após profunda imersão na área da docência nos últimos 02 meses, com saudades retorno ao blog. Gosto de refletir nos meus momentos com o Pai, sobre os acontecimentos do dia a dia, acontecimentos comuns a todos e que de alguma maneira incomodam o ser criado por Deus. Compartilharei sobre um dos assuntos que mais deixam as pessoas infelizes, a tal felicidade.
A afirmativa e pressuposto deste artigo é: Ninguém é feliz! Felicidade não existe. Quantas pessoas conhecemos ou não, e talvez você seja uma delas, que são infelizes porque não conseguem "ser felizes"? Pare para refletir, não julgue ainda, ou pelo menos tente. Num sentido quase geral, todos querem alcançar a felicidade, quando principalmente em momentos dificéis as pessoas abrem o coração, normalmente soltam a frase: "Eu só quero ser feliz".
Ora! A felicidade não é plena em sí mesma, ela não é absoluta e por isso não pode ser alcançada em seu ápice e continuidade. Todos poderão e já estão sem dúvida felizes, o "estar feliz" é permissivo, porém o "ser feliz" não.
O fato de habitarmos num corpo mortal, nos impede de alcançar a felicidade com plenitude. O corpo esta sujeito a emoções e disfunções que criam um campo intolerante, onde o suficiente passa a ser retrógrado e o possível, esta abaixo da suposta capacidade do ser. Nosso corpo mortal é incapaz de executar com continuidade as tarefas mais simples, e a procrastinação dá-nos uma falácia poética. Até mesmo o amor esta sujeito a alterações, pois o corpo muda e com ele as prioridades, os desejos e alvos, em alguns amadurecem, em outros nem tanto.
Felicidade enquadra-se na conquista de cada dia, são as conquistas desmembradas ou simplesmente nada o que nos faz felizes. O fato de pessoas estarem infelizes por causa da felicidade, é porque não compreendem que felicidade é um estado de espírito. Não há uma permissividade contínua dada pelo Criador, menos ainda ascensitiva para que tudo seja absolutamente feliz sempre.
Hoje, estamos felizes porque obtivemos sucesso numa certa empreitada, amanhã poderemos estar tristes porque alguma outra coisa não deu certo. Normal.
Vejamos na Bíblia casos como o do profeta Elias, homem cheio de Deus, que num certo momento desafia os profetas de Baal e Aserá e triunfa sobre todos, que momento maravilhoso de vitória. No dia seguinte, foge para o deserto e chega a pedir a morte para Deus. Ora! isso não parece um tanto antagônico?
Paradoxal também contrastar a felicidade de João Batista ao declarar que ele precisava ser batizado por Jesus e não o contrário, tempos depois, o mesmo João Batista pede para perguntar a Jesus se era ele mesmo que havia de vir, ou, teriam que esperar outro.
A felicidade não existe para "ser", a felicidade existe para "estar". Entendendo isso certamente todos poderão até mesmo estar mais felizes. A maturidade com Deus nos leva a entender que ponderávamos erroneamente em muitos pensamentos, que por vez tornaram-se paradigmas, e nos vestiram com uma indumentária indigesta. Sugiro que como Davi, o pastor, se anuncie em bom e alto som: "Não estou acostumado com isso".
A felicidade também requer amadurecimento. Viva em Deus e esteja feliz sempre.