quinta-feira, 10 de junho de 2010

Em Memória do Amigo, Mentor e Pastor Jamil Nassar

Morrer é um processo que todo ser criado por Deus passou ou irá passar. Todos sem exceção sabem que algum dia chegará o momento da partida do espírito. Mas, por que quando chega a hora, às pessoas sofrem tanto? Não importa o quanto o psicológico se prepare, ou qauanto se sabe sobre o assunto, quando acontece com alguém próximo, a tristeza e as lágrimas não tardam em escorrem pelos semblantes caídos.

Este inconformismo se deve a um motivo bastante simples e certamente compreensível; o homem não foi criado por Deus para morrer, antes criado foi para que vivesse eternamente. Quando na gênese o Criador formou o ser humano, estabeleceu uma árvore que teria como fundamento gerar frutos que mantivessem o homem vivo para todo o sempre, trata-se da árvore da vida.

Pelo fato do homem não ter sido criado pelo Pai para a morte, é o que faz com que o mesmo tenha um inconformismo diante desta dura e necessária realidade. O corpo precisa morrer. Não há negociação sobre esta ordenança de Deus, as orações eficazes se dobram diante da Soberania do grande Eu Sou. Morrer significa liberdade do corpo de pecado, para viver como de fato ansiavámos em Cristo.

Quando o apóstolo Paulo intrinsecamente gera em si mesmo um conflito sobre sua vontade, narrado no capítulo sete da carta destinada aos romanos, temos a evidência do fato que acima relato. Parafraseando o irmão Paulo, e assim como ele, o cristão verdadeiro deseja fazer aquilo que tem adquirido como conhecimento da palavra de Deus. Não obstante, o corpo onde de fato habitamos, luta e insiste em fazer o contrário a santa palavra, apesar de como quem esta em Cristo, bem se sabe como acertar o alvo.

Quando Cristo no getsêmani exortou seus três apóstolos, sobre isso mesmo lhes falava: “o espírito esta pronto, mas a carne é fraca”. Enquanto o cristão, de novo insisto, verdadeiro em suas intenções para com Deus e a igreja, digo, seus irmãos, habitar num corpo de carne corrompido pelo pecado, jamais poderá viver com plenitude a mensagem outrora aprendida pela soberana palavra do Senhor. Entendido, portanto, a necessidade da morte do corpo, uma vez que para o espírito não há morte prossigamos.

Quando a palavra do Criador prospera sobre a carne, ela como que entra em decomposição e fica prestes a desfalecer, porém quando a ação inversa ocorre, a morte espiritual poderá ser fato consumado. Esta luta, segundo gálatas capítulo cinco é incessante, e se o Espírito habita de fato naquele que tal coisa afirma, esta luta é em tempo e em fora de tempo.

Somente com a morte do corpo, é que nos apresentaremos ao Criador como de fato desejamos ser, perfeitos nos caminhos do Senhor e abandonados da maldade que nos contaminou pelo pecado. Não tenha por motivo de estranheza que alguns partirão por descuido, outros "porque o mundo não é digno deles", entretanto alguns, no momento preparado pelo Criador. A benção verdadeira é a certeza que o amor do Pai transpassa a carne, e nos alcança habitando dentro dela. Um dia todos seremos libertos do corpo da servidão do pecado e viveremos em verdade e paz. O zelo do Senhor dos exércitos cuidará disso.

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