sábado, 26 de fevereiro de 2011

O Fundamento do Avivamento


O fundamento do avivamento está firmado em três fatores indispensáveis: estudo da Bíblia, oração e arrependimento. Esses elementos "movem a mão de Deus" a favor do seu povo, não obstante, a hermenêutica confirma o pensamento. Esta afirmação é fiel e digna de crédito, porque o Senhor está comprometido com a sua Palavra. Ele prometeu ouvir nossas orações e não rejeita um coração contrito e arrependido. Não podemos, porém, separar esses três pontos, errando em um, tropeçamos em todos. Palavra sem oração pode resultar em intelectualismo e heresia. Oração sem arrependimento não produz efeito. Arrependimento, sem um confronto com a Palavra de Deus, é remorso, é outra coisa. È a Bíblia que nos orienta sobre as falhas e enganos do coração humano, enquanto o Espírito Santo nos convence deste axioma.

A hermenêutica nos lembra o texto registrado no segundo livro de crônicas capítulo sete, verso quatorze: "E se o meu povo que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra."

Dentre tantos textos explicativos sobre os pressupostos para um avivamento bíblico, o texto acima esta contextualmente contemporaneizado. O resultado do cumprimento e obediência a docência bíblica e a hermenêutica, causará naturalmente, o exercício do avivamento. Não se trata de uma busca de final de semana, seminários ou encontros tremendos. É um resultado intrínseco que acontece na individualidade do coração do cristão, sendo extrinsecado em forma de testemunho aparente.

Estritamente falando, avivamento é algo que acontece unicamente no meio do povo de Deus, nos cristãos. O Espírito Santo renova, reaviva e desperta o cristão sonolento. É revitalização onde já existe vida. Será mister, no entanto, eliminar as falácias exegéticas e atentar para a veracidade hermenêutica.

Quando há esse impacto da obra do Espírito de Deus na vida do cristão, os resultados imediatos do avivamento são sentidos pela sociedade. Floresce o senso inequívoco da presença de Deus. Não se trata de um compromisso efetuado com os demais, mas, de uma aliança estabelecida pelo constrangimento provocado, fruto do inexplicável amor de Deus.

Quem tem o poder de dar a vida é o Senhor. Avivar significa assoprar as brasas, remover as cinzas e ver surgir o fogo que aquece a alma e o coração do cristão. É o retorno ao primeiro amor, é voltar a se apaixonar, é objetivar o começar de novo. É o Senhor com o seu vento que faz as brasas queimarem revivendo a chama do amor e da fé. A obra não é nossa, é do Senhor. Tenhamos sempre esta consciência de que somos servos e que a obra é, e pertence ao Senhor.







quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Exegese x Hermenêutica

Exegese e hermenêutica andam de mãos dadas, são amigas inseparáveis. Em quase tudo que se lê sobre revelação da interpretação do texto bíblico, se fala de exegese. Termo praticamente obrigatório em todo assunto relacionado à hermenêutica. Todos os livros que tratam sobre revelação da interpretação do texto bíblico, falam também da exegese e da sua relevância para uma perfeita compreensão do texto. Tudo isso é verdadeiro e salutar para o entendimento da santa palavra de Deus, o problema é que os autores destes autógrafos, não explicam o que é exegese.

Até mesmo docentes que tratam o assunto e o levam para sala de aula, não explicam devidamente e com clareza o significado da exegese e sua ligação com a hermenêutica. Esta é uma das maiores dúvidas que circundam o assunto da revelação da interpretação do texto bíblico.

A exegese tem como objetivo tirar as cortinas que estão sobre um texto específico, fazendo uso das línguas vernáculas para dar clareza a interpretação que já esta na Bíblia. A exegese deseja analisar uma determinada palavra inserida em um texto específico e ir ao mais profundo do seu significado.

Difere-se da hermenêutica, porque esta intenciona conhecer o texto em parâmetros gerais. A hermenêutica poderá surgir da exegese, uma vez que, os princípios gerais exegéticos aplicados ao texto, serão desenvolvidos pelas ferramentas da hermenêutica. Por isso uma exegese errada (eisegese), levará o hermeneuta a uma falácia exegética e conseqüentemente a uma derrocada hermenêutica.

A exegese analisa um texto específico de maneira exaustiva, já a hermenêutica analisa um texto dentro dos seus aspectos gerais. A exegese quer entender somente aquele texto: palavra, versículo ou frase, ela não tem uma preocupação direta com o contexto do texto e o cenário geral dos acontecimentos. A hermenêutica é mais abrangente, ela quer saber o que toda a Bíblia fala sobre aquele texto: o texto, o contexto, o livro, os paralelismos, a história, o momento político, social, econômico, cultural, etc.

A exegese resume-se em tirar a informação de dentro de texto da Bíblia e jogá-la para fora como ele é. Exatamente como a revelação do texto apresentou, sem adornos, sem acréscimos, simplesmente o texto como o autor inspirado intencionou anunciar. A prática da eisegese é justamente o contrário, é distorcer o sentido original do texto. Ato profano e abominável sobre uma tentativa inescrupulosa e maligna, de inserir dentro do texto aquilo que a santa palavra não disse sobre o texto. A eisegese é um desvio da verdade e antagônica a fé.

Concentre-se no texto sagrado. Leia a Bíblia. Confie somente nela.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sacerdote

Na contemporaneidade não há sacerdotes. A hermenêutica tem uma firme aliança com as intrínsecas verdades bíblicas, e realmente não se importa com o que dizem, falem, ou pensem sobre estas verdades. A palavra de Deus será soberana em qualquer época, cultura ou cenário político-religioso.

É mister e louvável o digno trabalho do líder religioso, seja ele de qualquer segmento de fé, a hermenêutica não faz apologia a tais segmentos ou formações denominacionais, isto é outra coisa. Não obstante, sobre a Bíblia e na sua majestosa plenitude, tendo como ápice a revelação revelada na pessoa majestosa do Senhor Jesus, Rei dos reis e Senhor dos senhores... Ah! Essa é a apologia da hermenêutica, a saber, a bendita e santa palavra de Deus, interpretada pelo genuíno e encerratório sacerdócio de Jesus.

Os sacerdotes originaram-se obrigatoriamente da linhagem de Levi, tribo escolhida pelo próprio Deus para servi-lo exclusivamente, e findaram-se no último sacerdócio genuíno, digo, Cristo.

Os sacerdotes não retiam posses, não guardavam pensando no seu futuro ou de seus filhos, não ostentavam. Reflitam e acompanhem hermeneuticamente, o sacerdócio foi estabelecido como um privilégio do próprio Deus, para uma vida exclusiva e regrada com o mundo celestial, com tudo o que é concernente ao Reino de Deus. Quando houve a distribuição de terras entre as doze tribos, Deus enviou a seguinte mensagem para a tribo de Levi: “O Senhor será a sua herança”.

Tudo que é diferente desta primicía não é sacerdócio. Sacerdócio significa entregar-se e envolver-se por um propósito muito além que qualquer outro imaginável. É aceitar que somente servir basta, não há recompensa material, não há salários, carros, moradias ou qualquer outro benefício. Simplesmente vontade de servir e seguir aquele pelo qual se foi chamado. Não há sacerdotes nos tempos atuais.

Líderes religiosos assalariados, prolaborados ou comissionados... (pausa)... A hermenêutica afirma: Não há sacerdotes na contemporaneidade eclesiástica.

È poético, uma ótima terapia chamar os homens de sacerdotes, sim, infelizmente, porém, trata-se de um engano, envolvido pelo engodo da ignorância e não poucas vezes, que pena, da corruptibilidade de agentes mercenários, que tais como lobos, devoram o âmago da alma dos pequeninos, deixando-lhes no escuro mundo da ausência da fé.

Não há sacerdotes, eles se foram, a eclesiologia atual não os aceitariam, seriam antagônicos e paradoxais ao moldes eclesiásticos atuais. O sistema religioso mundial assalariou, prolaborou e comissionou os que tentaram, abastecidos por uma fé corruptível, exercer o sacerdócio. Todos os sacerdotes foram mortos. Leia a Bíblia. Findaram-se.

Têm-se líderes ainda motivados pelo bem? Sim, temos alguns. Obreiros que lutam todos os dias para vencer a concupiscência e exercer a fé? Sim, contáveis. Mas sacerdotes! Ah! Isso é outra coisa, é coisa boa e já não mais existem. Aos perseguidores de Marx, fica a reflexão da "mais valia", infelizmente e inesperadamente, reflexão eclesiástica. Soli Deo Gloria!