domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sacerdote

Na contemporaneidade não há sacerdotes. A hermenêutica tem uma firme aliança com as intrínsecas verdades bíblicas, e realmente não se importa com o que dizem, falem, ou pensem sobre estas verdades. A palavra de Deus será soberana em qualquer época, cultura ou cenário político-religioso.

É mister e louvável o digno trabalho do líder religioso, seja ele de qualquer segmento de fé, a hermenêutica não faz apologia a tais segmentos ou formações denominacionais, isto é outra coisa. Não obstante, sobre a Bíblia e na sua majestosa plenitude, tendo como ápice a revelação revelada na pessoa majestosa do Senhor Jesus, Rei dos reis e Senhor dos senhores... Ah! Essa é a apologia da hermenêutica, a saber, a bendita e santa palavra de Deus, interpretada pelo genuíno e encerratório sacerdócio de Jesus.

Os sacerdotes originaram-se obrigatoriamente da linhagem de Levi, tribo escolhida pelo próprio Deus para servi-lo exclusivamente, e findaram-se no último sacerdócio genuíno, digo, Cristo.

Os sacerdotes não retiam posses, não guardavam pensando no seu futuro ou de seus filhos, não ostentavam. Reflitam e acompanhem hermeneuticamente, o sacerdócio foi estabelecido como um privilégio do próprio Deus, para uma vida exclusiva e regrada com o mundo celestial, com tudo o que é concernente ao Reino de Deus. Quando houve a distribuição de terras entre as doze tribos, Deus enviou a seguinte mensagem para a tribo de Levi: “O Senhor será a sua herança”.

Tudo que é diferente desta primicía não é sacerdócio. Sacerdócio significa entregar-se e envolver-se por um propósito muito além que qualquer outro imaginável. É aceitar que somente servir basta, não há recompensa material, não há salários, carros, moradias ou qualquer outro benefício. Simplesmente vontade de servir e seguir aquele pelo qual se foi chamado. Não há sacerdotes nos tempos atuais.

Líderes religiosos assalariados, prolaborados ou comissionados... (pausa)... A hermenêutica afirma: Não há sacerdotes na contemporaneidade eclesiástica.

È poético, uma ótima terapia chamar os homens de sacerdotes, sim, infelizmente, porém, trata-se de um engano, envolvido pelo engodo da ignorância e não poucas vezes, que pena, da corruptibilidade de agentes mercenários, que tais como lobos, devoram o âmago da alma dos pequeninos, deixando-lhes no escuro mundo da ausência da fé.

Não há sacerdotes, eles se foram, a eclesiologia atual não os aceitariam, seriam antagônicos e paradoxais ao moldes eclesiásticos atuais. O sistema religioso mundial assalariou, prolaborou e comissionou os que tentaram, abastecidos por uma fé corruptível, exercer o sacerdócio. Todos os sacerdotes foram mortos. Leia a Bíblia. Findaram-se.

Têm-se líderes ainda motivados pelo bem? Sim, temos alguns. Obreiros que lutam todos os dias para vencer a concupiscência e exercer a fé? Sim, contáveis. Mas sacerdotes! Ah! Isso é outra coisa, é coisa boa e já não mais existem. Aos perseguidores de Marx, fica a reflexão da "mais valia", infelizmente e inesperadamente, reflexão eclesiástica. Soli Deo Gloria!

6 comentários:

  1. Aqui cheguei trazido pelo milagre do "prox.blog". Lí diversos dos seus textos, interessantes todos.Para não sair sem nada dizer me atenho a este, onde você faz uma crítica generalizada a toda forma, atual, de pregação religiosa. Concordo com a afirmativa dos exageros atuais onde o "ter" é bem mais valoroso do que o "ser". Partindo da sua afirmativa,"...Todos os sacerdotes foram mortos",pergunto:como seria no seu ponto de vista, um sacerdote atual?

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  2. Prezado amigo,

    Sacerdotes assim como profetas, foram descaracterizados pela própria história bíblica. O ápice da revelação de Deus, que se consuma na entrega de Jesus, consolidou todo o plano de reconciliação. Sacerdotes e profetas, cumpriram o papel de intermediários entre Deus e o homem. Na consumação da revelação progressiva de Deus, qualquer um que se afirme como intermediário entre o homem e Deus seja anátema. A explanação de Paulo a Timóteo (1 Tm. 2:5), convalida o raciocíneo de Gálatas 1:8. Não existe pela vontade ou plano de Deus, sacerdotes ou profetas nos tempos atuais.

    Desejo-lhe paz,

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  3. Olá Valtencir,
    O amigo conclui sua resposta dizendo:
    "Não existe pela vontade ou plano de Deus, sacerdotes ou profetas nos tempos atuais"(sic)
    Apenas querendo aprender, mais uma vez pergunto:
    E as ovelhas, por quem serão conduzidas...?

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  4. Graça e paz,

    As ovelhas pertencem a Jesus,o bom pastor, e, Ele estabeleceu entre os homens pastores para cuidar do seu rebanho. Estes homens estabelecidos como pastores, receberam a missão de cuidar e conduzir as ovelhas, até o retorno do sumo-pastor, ao qual as tomará em definitivo para sí.

    Com apreço,

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  5. Olá Valtencir,
    Mais uma vez grato pela atenção.
    É uma dúvida que tenho e acredito que possas me esclarecer.
    É sobre Melquizedeque,quando leio não consigo entender: Hebreus 7,3 - Sem pai, sem genealogia,não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre...
    Um abraço,
    Severino Coutinho

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  6. Caro Severino,

    Exatamente. O sacerdócio de Melquisedeque (AT), como de qualquer outro findou. O sacerdócio de Melquisedeque era figura do sacerdócio eterno de Cristo - O último, primeiro, único, verdadeiro e eterno sacerdote.

    Um abraço,

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