terça-feira, 26 de abril de 2011

Sl 119.4 - "Tu ordenaste os teus mandamentos, para que os cumpramos à risca".

Os Dez Mandamentos representam a forma objetiva de Deus indicar o que espera de cada um dos escolhidos. Deus não nos deu uma religião subjetiva, cujas doutrinas dependem da cabeça de cada um, mas ele nos escreveu objetivamente a sua palavra. Nessa palavra, na Bíblia, ele nos revelou a sua Lei Moral - sua vontade eterna às suas criaturas, refletindo a sua majestade e santidade.

Nos Dez Mandamentos conhecemos nossos limites e nossas obrigações. Comparando nossa vida, nossos desejos e inclinações com a hermenêutica da Lei Santa de Deus, compreendemos a extensão de nossa pecaminosidade e verificamos que a salvação procede só de Jesus, pelo seu sacrifício supremo na cruz do Calvário.

Já vimos como Jesus resumiu exegeticamente os Dez Mandamentos em amar a Deus e ao próximo. Muitos têm procurado dissociar essa afirmação de Jesus do caráter objetivo dos Dez Mandamentos. Afinal, dizem esses, Jesus está falando simplesmente de amor, um sentimento subjetivo, e não do simples cumprimento objetivo da lei.

Um autor inglês, Joseph Fletcher, desenvolveu toda uma visão ética construída em cima do que poderíamos chamar de "casuísmo cristão" (tomou o nome de ética situacionista). Fletcher defendeu que não existem regras absolutas, mas o comportamento certo ou errado depende da situação. Em sua filosofia, o único ponto de aferição a ser seguido é - "aja de forma a demonstrar o máximo de amor possível".

Essas palavras, que parecem boas e cristãs, são extremamente perigosas, desenvolvendo um fator denominado “falácia exegética”, pois, segundo este pensamento, cada um passa a ser juiz de suas próprias ações e sempre poderá racionalizar comportamentos pecaminosos apelando para uma ou outra suposta forma de amor demonstrado, nem que seja o amor por si próprio.

Contrariando essa filosofia, o conceito bíblico de amor se expressa em obediência e abnegação. Essa obediência não é a uma lei intangível, indescritível, ou subjetiva, dependente da interpretação individual de cada um, mas à lei objetiva de Deus. Não obstante, a Bíblia possui apenas uma interpretação, podendo ser compreendida somente pela hermenêutica, indispensavelmente, porém, revelada pelo Espírito de Deus. É o próprio Jesus que esclarece e determina, em João 14.21: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama..."

O amor verdadeiro, intrinsicado dentro de um parâmetro bíblico, cumprirá o seu papel vivenciando as Escrituras. A primeira carta aos coríntios capítulo treze é uma severa advertência àqueles que disputam dons e obras, que falam abundantemente do amor, mas, o negam com obras contraditórias as próprias palavras e acima de tudo à Santa e bendita palavra de Deus. A hermenêutica é uma forte aliada dos escolhidos para este assunto, inimiga, porém, daqueles que não pretendem observar o ensinamento de Cristo.



Um comentário:

  1. legal saber interpretar a biblia e bom e importante para que nao caiamos no erro.

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