quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Importa que “Eu” Cresça


Recentemente tomei uma atitude que me encheu de grande alegria, juntei todos os meus diplomas, títulos e placas de homenagem, embalei-os com grande desdenho e depositei em uma mala, que esta muito bem guardada, e com regozijo afirmo sem receio: Estou liberto da caverna.

Agregada à minha decisão ajustei-me a não usar qualquer título antes do meu nome, e exaustivamente, tenho tentado fazer com que aqueles que convivem comigo e as novas amizades entendam, melhor ainda se finalmente forem concebidos e como que se expulsos, saiam definitivamente da caverna e se adaptem as regras do novo Reino.

Doutor, pastor, professor, entre outros, são títulos secundários e nas palavras do apóstolo Paulo “as considero como esterco”. Não obstante, nem mesmo o nome que carregamos viverá conosco, pois foram escolhidos por homens e perecerá. 

João Batista deixou um legado eterno numa frase imortal aos ouvidos espirituais: “Importa que Ele cresça e eu diminua”. Reflita com a Bíblia. Haverá permissividade para que Cristo cresça com tantos títulos honoráveis? Quando certo cristão recebe o chamado convocatório de Deus para o ministério pastoral, convém que ele diminua, caso contrário, o chamado recebido não é de Deus. Inflado numa derrocada metafísica, perece do mau e doente não enxerga sua própria estultícia e declínio.

Analise a Bíblia quando o Senhor Jesus afirma que aquele que deseja ser o primeiro, deve ser o último. Como poderá ser último se exige que o título esteja à frente do seu nome? Esta condição o coloca acima dos demais, carece de ser e estar como favorito, o que jamais o fará ser último, digo, primeiro. Decorar a Santa Palavra, não significa compreendê-la, haja vista os fariseus, refiro-me aqui aos contemporâneos.

Paradoxalmente aqueles que exigem tanto a permanência de títulos à frente do nome, ensinam sobre humildade, e banhados numa espécie de autocomiseração diplomática, enclausuram-se cada vez mais, levando não poucos pequeninos ao erro, e aprofundando-se cada vez mais no oceano da estupidez, carecem do conselho de Platão, uma vez que não se enformam nas diretrizes da Santa e Bendita Palavra de Deus. Mas pela misericórdia do criador, há esperança para a árvore.

2 comentários:

  1. Como posso deixar de publicar um texto deste?
    Parabéns mais uma vez meu caro Val.
    Deus te abençoe sempre!

    Eduardo

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  2. Amigo Eduardo,

    A bondade das suas palavras sempre me encorajam, e me enchem de ânimo.

    Um abraço do amigo.

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