quarta-feira, 31 de outubro de 2012

E Nós?


Trouxeram-lhe então um endemoninhado cego e mudo; e ele o curou, de modo que o mudo falava e via. E toda a multidão, maravilhada, dizia: É este, porventura, o Filho de Davi? Mas os fariseus, ouvindo isto, disseram: Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios. (Mt. 12:22-24)

Limitados pelo legalismo religioso, pela inveja e ciúmes que de modo imperativo se enraizava em seus corações, e pela intolerância pragmática oculta, os fariseus julgaram, condenaram e crucificaram Jesus.

O pressuposto farisaico não se alicerçava na bondade da obra praticada, tão pouco nos benefícios que ela trouxe as pessoas que verdadeiramente buscaram a Cristo, antes, tudo se concentrava na intenção maligna de praticar o mau.

A santa e bendita palavra esclarece que se os olhos são maus, então todo o corpo se torna mau, não obstante, a prática do bem, especificamente com a língua, não se estabelece diante de conceitos pragmáticos, doutrinários, religiosos ou denominacionais. Anverso a isso, somente um coração quebrantado pode apoderar-se do genuíno conhecimento da mensagem da palavra, aquela da cruz, referindo-se ao ensinamento ao qual rege que o amor autêntico, no cumprimento do texto de coríntios treze, onde parafraseando o santo autor, o amor entende, e, por entender opta em não julgar.

Se a obra de Cristo fez com que ele fosse julgado pelos religiosos, e nós? Sim, se o próprio mestre foi julgado de estar possuído por demônios, e nós? O espanto não reflete ênfase na perspectiva leiga da fé, não foram os idólatras ou ainda os ateus convictos ou os neófitos que proferiram a condenação de Jesus, antes aqueles que professavam uma fé falaciosa no Deus vivo, julgaram aquele que praticava uma obra santa e justa.

Imergido na compaixão do sentimentalismo humano, o Deus encarnado se antecipou em afirmar que se perseguiram a Ele, quanto mais a nós. Não é o julgamento fora do cristianismo que decepciona, este uma vez aplicado nos chateia e entristece, mais o julgamento dos religiosos, este nos decepciona, não porque esperamos salvação para a raça, pois esta já foi sentenciada, e, pelos seus próprios atos será quase que toda extinta, mais pelo dissabor da confirmação que sua frequência religiosa é vã, vazia e destemperada. Buscam destruir as boas obras daqueles que com entendimento verdadeiro em Cristo, desejam o bem e são suportados pela fé. Não haverá permissividade para os levianos na fé, estes terão aquilo que já lhes foi proposto em apocalipse.

Se perseguiram Jesus, e nós? Se maltrataram Jesus, e nós? Se julgaram e condenaram Jesus, e nós? Estamos livres do pecado, mais não do portador do mau, ainda que para os que de fato amam a Cristo, digo, praticam suas obras, Cristo habita neles, e, é esta certeza que nos serve por fundamento e esperança, que em breve Ele, o único que poderia estar julgando, findará os tempos dos tempos com seu único e definitivo julgamento, e então não haverá mais dor ou sofrimento para os seus. Os julgadores estarão se banhando no lago de fogo e enxofre em tormento eterno. Amém.

Suporte um pouco mais este tempo, e continue crendo no fazer o bem e praticar as boas obras, pois em breve estaremos com Ele na nova Jerusalém. Soli Deo Gloria!



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Mecanismos de Defesa Psicológica

São mecanismos que são acionados de modo inconsciente como forma de nos proteger da dor emocional. Aparecem de diversas formas e agem de várias maneiras. Mecanismos de defesa podem tornarem-se patológicos, impedindo que percebamos a nossa realidade e ajuda-nos a nos mascarar. Para que haja cura é necessário que esses mecanismos sejam identificados e removidos da nossa vida, porque por trás deles estão os verdadeiros problemas.

Ao estudarmos sobre esses mecanismos, grife cada um com o qual você se identifica.

“Ó Deus, examina a minha alma! Põe os meus pensamentos e emoções à prova, toma conhecimento de tudo! Descobre qualquer caminho errado e mau e orienta-me para que eu ande sempre pelo caminho da vida eterna (Salmo 139:23-24)".
 
ARTIFÍCIO VERBAL - Mudar de assunto para evitar assuntos ameaçadores. (Por exemplo: Pessoas com falta de aceitação física mudam de assunto quando falam sobre estética corporal)
 
ATAQUE - Ficar irritado e agressivo quando forem feitas referências a um problema pessoal, evitando assim tocar no assunto. Nestes casos as pessoas se defendem atacando. (Por exemplo: Quando alguém aponta um defeito seu, você responde atacando a pessoa apontando um defeito dela)
 
COMPENSAÇÃO - Diminuir ou encobrir uma fraqueza ou limitação, chamando atenção para uma característica ou atributo forte. (Ex. Ativismo religioso compensa fraqueza em outras áreas da vida cristã)
 
DISSIMULAÇÃO - Oferecer desculpas, justificativas e outras explicações para encobrir a verdade sobre condutas indesejáveis. ( Ex. Pessoa anti-social está sempre doente ou ocupada quando é convidada para eventos sociais)
 
FANTASIA - Esse mecanismo leva a pessoa a um mundo imaginário, onde ela se dá bem, e vive sem os problemas da vida real. Algumas pessoas, sem perceber, se perdem em romances, novelas, vivendo suas emoções como se fizesse parte daquele mundo.
 
FORMAÇÃO REATIVA – É uma emoção disfarçando-se em outra oposta. Ex. Uma pessoa que tem sentimentos negativos contra outra pode agir com expressões de carinho e amabilidade como uma máscara que oculta o sentimento real. Estas expressões sempre são exageradas. Quem as recebe sente-se mal.
 
IDENTIFICAÇÃO – Agir como outros que admira ou cujo sucesso gostaria de ter. Pode copiar a roupa, o estilo pessoal, formas de falar ou agir, etc. Normalmente este mecanismo é percebido em pessoas com problemas de identidade devido a auto estima rebaixada. (auto desvalorização)
 
MINIMIZAÇÃO – Reconhece o problema, mas não aceita sua gravidade. Ex. Admitir que há desavença no relacionamento, quando na verdade o que há é uma evidente infidelidade.
 
NEGAÇÃO – Fingir que algo não existe, ou não perceber fatos evidentes a todos. Ex. Traição, uso de drogas, acidentes traumáticos, etc.
 
PERFECCIONISMO – Rigidez consigo mesmo, faz tudo extremamente perfeito, tentando fugir das culpas e das críticas. Esse mecanismo também permite a pessoa sentir-se justificada em apontar a imperfeição dos outros.
 
PROJEÇÃO – Projetar ou atribuir suas fantasias, emoções ou problemas em outra pessoa. Apontar comportamentos, traços ou motivos indesejáveis nos outros, afim de desviar a atenção desses mesmos traços em si próprio. Odiamos os nossos problemas e inconscientemente os atacamos quando os percebemos nos outros. Pessoas críticas, céticas e julgadoras, muitas vezes, estão usando esta defesa.
 
RACIONALIZAÇÃO – Justificar, crenças ou sentimentos de culpa ou frustração com argumentos que não são verdadeiros. Ex. Um aluno que se sente frustrado por não ter passado no vestibular, pode procurar diminuir a frustração, achando que, de qualquer forma, era uma faculdade fraca.
 
COMPORTAMENTO REGRESSIVO – É característico por condutas infantis, tais como: choro, gritos, birras. Normalmente as pessoas se defendem dessa maneira, porque os outros cedem, não sabendo como agir nestas situações.
 
REPRESSÃO - Manter fora do campo da consciência sentimentos e lembranças dolorosas que a pessoa não tem condições de enfrentar. Freqüentemente, pessoas que sofrem abuso sexual ou outro grande trauma, não conseguem lembrar de certos períodos ou pessoas do seu relacionamento no passado.
 
SUBLIMAÇÃO - Direcionar uma emoção negativa e socialmente não aceita, para uma direção positiva e socialmente aprovada (ex. Expressar um comportamento violento na prática de um esporte adequado à situação).
 
TRANSFERÊNCIA - Transferência de afetos ou sentimentos da infância que não foram elaborados. Se relacionar com alguém da forma que se relacionou quando criança com uma pessoa chave em sua vida, que deixou muito a desejar (pai, mãe, etc.).
Pode ser transferência positiva - Projetando que alguém vai suprir tudo que faltou no passado.
Pode ser transferência negativa - Atribuindo sentimentos, atitudes e comportamentos a alguém com base no relacionamento ruim no passado e não com base na realidade atual. Pastores e líderes de igrejas facilmente se tornam objeto de transferência. A transferência no campo afetivo, pode se manifestar num jogo de sedução terrivelmente perigoso para quem não está preparado para trabalhar com ela.
 
Cada mecanismo de defesa é construído para não sentirmos dor. Mas tem um custo alto, uma vez que nos tornamos escravos desses mecanismos.