quinta-feira, 14 de junho de 2018

O Que Passou.



Compartilhar uma dor ou uma perda, algo que nos tem feito sofrer, é buscar um alento, um conforto que envolve compreensão. Quando se chega ao ponto de abrir a nossa guarda, baixar todas as defesas e nos entregar ao desabafo, buscamos a compreensão do amigo, do ouvinte que naquele momento revestimos de ajudador.

É difícil para quem esta sofrendo ter um inverte da intenção, ao ouvir “bem que te avisei”, “eu sabia”, ou ainda “desconfiei que algo estava errado”. O dissabor destas palavras é como algo amargo que chega a boca e contamina todo nosso corpo e alma, primeiro porque se torna antagônico ao que buscávamos, depois porque não nos trás luz alguma sobre o sofrimento.

Há momentos que tudo o que se quer é falar, e após isso receber um abraço de quem entende que a vida é muito mais do que ensinar, mas aprender. Aprender que já passamos ou iremos passar por situação semelhante e quem sabe, também buscaremos abrigo assim como agora temos buscado. Se o ouvir é soberanamente mais sábio que o falar, então porque falamos, quando deveríamos ouvir? Ouvir, abraçar, ter paciência. Isso, é como um beijo no rosto num dia bonito de domingo, é como o sol brilhando ao meio dia, causa uma explosão que talvez nunca possamos agradecer porque é tão alto que não sabemos como.

Transcendendo em oração ao meu Deus, observo que é exatamente isso que acontece. Quando me derramo na presença do eterno e vivo Senhor Jesus, tudo se torna real, é um desejo de uma Shekinah permanente, ao qual creio que chegará, experimento a semelhante experiência metafísica de Elias quando foi abraçado no monte Sinai, uma teofania que me encontra onde não poderia ser visto. Porque somente Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas.

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